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Entrevistas

O trânsito na Rodovia Raposo Tavares e as eleições

26/06/2012 - Finanças, Economia e Política


O TRÂNSITO NA RODOVIA RAPOSO TAVARES E AS ELEIÇÕES
Jornalista: Rachel Soares


Em Cotia – Vamos falar, mais uma vez, da Rodovia Raposo Tavares, que é a nossa possibilidade de acesso e, ao mesmo tempo, nosso constante gargalo. A região no entorno da Rodovia Raposo Tavares, especialmente entre São Paulo, Cotia e Vargem Grande Paulista, está cada vez mais intransitável. Como falar de mobilidade na região?

Tom Coelho – A julgar pela situação atual, poderíamos rebatizar esta via como Avenida Raposo Tavares. A mobilidade vem sendo continuamente estrangulada no decorrer da última década e a tendência é um agravamento desta situação, pois muitos empreendimentos estão em construção, de condomínios horizontais a centros administrativos com salas comerciais. Este quadro obrigará os moradores a uma revisão de seus hábitos e o poder público a estabelecer uma estratégia de médio e longo prazo para toda a região.

Em Cotia – A solução é a permanência das pessoas em suas cidades, em suas residências, reunindo trabalho e vida pessoal em um mesmo ambiente? O conhecido SOHO (small office, home office) acontece de fato em algumas profissões, mas com isso também não se acentua, de uma certa forma, o individualismo e o isolamento das pessoas?

Tom Coelho – O trabalho SOHO é uma alternativa possível e desejável, haja vista que não se justifica profissionais perderem cerca de três a quatro horas diárias para se deslocarem a escritórios onde trabalharão em frente a um computador quando poderiam fazê-lo em suas próprias residências. Mesmo algumas reuniões poderiam ser conduzidas por videoconferência. Contudo, é importante frisar que este modelo não contempla atividades profissionais de cunho mais operacional. Além disso, é tácito que não se pode perder o vínculo afetivo do contato pessoal. Portanto, a questão é conciliar estas duas dimensões. Quanto ao individualismo e o isolamento, estes decorrem do perfil pessoal. Há aqueles que se sociabilizam mesmo à distância, enquanto há aqueles que se retraem mesmo em meio a uma multidão...

Em Cotia – Em nossa região, já passou o tempo de planejar soluções. A Raposo Tavares está sempre congestionada, ao mesmo tempo em que, diariamente, cresce a ocupação em condomínios residenciais e industriais e faltam opções de transporte coletivo. Qual poderia ser a solução?

Tom Coelho – Não existe bala de prata para resolver um problema desta ordem de forma instantânea. Assim, é necessária a adoção de um conjunto de medidas. A primeira é, indiscutivelmente, a melhoria e ampliação do transporte coletivo. Porém, este deve estar integrado ao restante do sistema. Apenas para exemplificar, a estação de metrô Butantã inaugurada recentemente – e a mais próxima de quem reside em nossa região – conta com apenas três pequenos estacionamentos em seu entorno. Regularmente faço uso do metrô, percorrendo de carro apenas o trecho da Raposo Tavares. Entretanto, já aconteceu de eu esperar por 15 minutos uma vaga para estacionar. Se tivéssemos um sistema de ônibus executivo ligando a Raposo ao metrô Butantã, com veículos em intervalos máximos de 10 a 15 minutos e bolsão de estacionamento integrado, onde os usuários pudessem estacionar seus automóveis para aguardar com segurança o ônibus, tenho convicção de que muitos optariam por esta modalidade de transporte. Estes bolsões, correspondentes aos pontos de parada, poderiam estar distribuídos estrategicamente em diversos pontos ao longo da rodovia.

Há outras iniciativas, como a construção de um VLP (veículo leve sobre pneus), cuja viabilidade dependeria de uma parceria com o poder público estadual, e a carona solidária, em meu entender pouco exequível, pois implicaria em mudança de hábito dos usuários. Além disso, a demarcação de uma faixa para motociclistas para facilitar o fluxo destes veículos e minimizar o risco de acidentes – o volume de motos é crescente e eles naturalmente já criaram uma faixa de tráfego entre os automóveis da segunda e terceira faixas de rolagem.

Em Cotia – A população vive o drama dos congestionamentos enquanto as autoridades governamentais parecem imobilizadas, incapazes de encontrar saídas para o caos urbano das cidades. As pessoas se tornam passivas e se adaptam à situação não cobrando de fato soluções por parte das autoridades?

Tom Coelho – Esta sua colocação faz-me lembrar de uma frase atribuída a Martin Luther King, que dizia: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. De fato, a sociedade está anestesiada com relação ao poder público, muito embora a arrecadação de impostos tenha batido recordes sucessivamente. Em mais um ano eleitoral, é fundamental que os cidadãos tomem consciência de que a mudança começa com o voto e se amplia com a participação efetiva na gestão, ora protestando, ora atuando em conselhos municipais ou entidades da sociedade civil.

Em Cotia – Em seu texto sobre "O trânsito e as novas relações de trabalho" você fala sobre um desrespeito geral da população tanto nos transportes públicos como nas avenidas e rodovias. As pessoas perderam os limites, se sentem oprimidas e impotentes diante da situação e acabam descontando umas nas outras?

Tom Coelho – O que ocorre é que em situações-limite, deixamos florescer nosso lado nefasto, carregado de intolerância, egoísmo e insensibilidade. Isso não significa que as pessoas sejam assim, mas apenas que estão assim.

Em Cotia – É preciso recuperar o humanismo, o sentimento de solidariedade e de responsabilidade diante dos problemas das cidades. De certa forma, todos nós somos um pouco responsáveis pelos rumos que a civilização tem tomado. Como cada um de nós pode contribuir para que as atuais e futuras gerações percebam a urgência de se agir para tornar a convivência social, pessoal e profissional mais humana?

Tom Coelho – A maior e melhor contribuição que podemos legar reside na educação. Assim, precisamos educar nossos filhos, incutindo-lhes valores virtuosos que preconizem o ser antes do ter, o respeito ao próximo e o comportamento ético em relação à coisa pública. Analogamente, precisamos educar também os colaboradores nas empresas em que trabalhamos, ajudando-os a suprir suas carências de formação não apenas técnica, mas em especial comportamental.

Em Cotia – Neste ano, acontecerá a Rio+20. Você tem alguma expectativa de contribuições inovadoras da conferência que possam ser adotadas na prática para melhorar a convívio dos seres humanos com o Planeta Terra?

Tom Coelho – A conferência Río+20 será um importante marco na discussão das questões relacionadas à sustentabilidade do planeta. Note como o tema é novo, pois dentro de uma perspectiva ampliada, o debate ambiental data de 1972, em Estocolmo, ou seja, tem apenas 40 anos. Contudo, a sustentabilidade ainda está muito focada no aspecto econômico, e em virtude da crise que aflige em especial a Europa e os EUA, tenho poucas expectativas de que esta conferência nos legará mudanças substantivas. Este é o maior desafio atual: rumar da mera retórica para o pragmatismo.


Veículo: Revista Em Cotia


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