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Entrevistas

Sete Vidas em uma

06/10/2013 - Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho


BUSCA DE EQUILÍBRIO NA VIDA GARANTE BEM-ESTAR E PLENITUDE
Jornalista: Paula Takahashi


Em nome da carreira e dos ganhos financeiros, a economista Anna Sylvia Vidigal, de 45 anos, esqueceu de todo o resto. As ligações da irmã e da mãe foram proteladas várias vezes em nome de reuniões e tarefas urgentes exigidas pelo cargo de executiva em uma multinacional do varejo. A respiração começou a ficar difícil, o peito apertado e o corpo emitiu os primeiros alertas do que havia se tornado uma vida desequilibrada. 

A história é da mineira Anna, mas poderia ser do paulista Pedro, da carioca Maria, do potiguar Lucas, da goiana Juliana e de tantas outras pessoas que trilham o mesmo caminho e se identificam com as decisões tomadas pela economista. “Nem sequer me lembrava de que estava deixando de cuidar disso ou daquilo. Já tinha que dar atenção para 11 lojas de departamento e mais de 1 mil funcionários. Com isso, não tinha tempo para pensar em mais nada, nem de dar um ‘oi’ para minha família”, conta Anna.

Enquanto as saúdes financeira e profissional estavam melhores do que nunca, as saúdes social, física, familiar, intelectual e espiritual clamavam por dedicação e empenho. Sete campos da vida que, para o especialista em treinamento motivacional e desenvolvimento humano Yasushi Arita, estão entrelaçados e devem funcionar em sintonia para garantir bem-estar e plenitude. “Muitas vezes, as pessoas dão prioridade para algumas delas e se esquecem do que é realmente importante”, alerta o especialista.

Cenário que não se sustenta por muito tempo. Ainda que se protele o quanto for possível, não tarda até que os demais pilares deem sinal de desgaste causado pelo longo período de abandono. Diante de uma estrutura fragilizada, mesmo os mais rijos e vigorosos sucumbem sem força suficiente para sustentar a carga que lhes é conferida. Reverter esses altos e baixos exige consciência. “São sete vidas que não podem ser separadas uma da outra e é isso que as pessoas têm que entender. O primeiro ponto de partida é o da reflexão”, orienta o escritor e palestrante Tom Coelho, autor do livro Sete vidas.
Colocar no papel as deficiências é o primeiro passo a ser dado em direção distinta à que Anna seguiu durante anos. Estabelecer metas de curto, médio e longo prazos e tirá-las do papel dão sequência ao que promete ser uma vida mais coerente, plena e, por que não, feliz.


A BASE DE TUDO
 
Antes de mudar o cronograma para incluir momentos com a família, ligar para os amigos que não vê há anos ou avaliar se o trabalho está trazendo satisfação pessoal, é preciso ouvir o corpo. “Entre todas as saúdes, a física deve ser a primeira a ser considerada. Ela é primordial para tudo, inclusive oferece a energia necessária para fazer o restante”, lembra Yasushi Arita, especialista em treinamento motivacional e desenvolvimento humano e presidente da Arita Treinamentos. “Quando se está doente, não há ânimo para trabalhar ou cuidar da família”, acrescenta a psicóloga, coach e proprietária do Instituto Virtue, Andréa Aguiar.
Programar uma atividade física regular e cuidar da alimentação são apenas as mudanças mais emergenciais. “Ter uma boa noite de sono é fundamental para a memória e a produtividade. Evitar bebidas alcoólicas e cigarro também é importante”, alerta Andréa. Ir ao médico regularmente – pelo menos uma vez a cada ano – é a melhor arma para identificar precocemente doenças que, num estágio mais avançado, podem ser sinônimo de paralisação forçada. “É preciso se preocupar em prolongar essa saúde física”, lembra a psicóloga.

Reconhecida a necessidade de dar a devida atenção para o corpo, é hora de valorizar o que realmente importa entre todos os nossos bens: a família. “As pessoas se esquecem de dedicar um tempo aos filhos, não dialogam, não se abraçam nem sequer ligam um para o outro”, observa Arita. Uma convivência harmoniosa em casa com o cônjuge, filhos e parentes mais próximos garante serenidade para a tomada de decisões. Principalmente no trabalho, local onde se passam “as melhores horas do dia e os melhores anos das nossas vidas”, como descreve Arita.


VOCAÇÃO E TALENTO 
 
Não é por acaso que, identificadas as falhas físicas e familiares, a vida profissional entra em foco. “Não é simplesmente ganhar dinheiro com o trabalho, mas fazer o que se gosta. Só assim é possível ser feliz”, garante o especialista em treinamento motivacional. Planejar a carreira considerando os talentos, vocação e paixão é a forma mais certeira de atingir o desejado sucesso profissional. “Mas não é o que ocorre. Muitas escolhas são motivadas por oportunidades de mercado e influências de familiares e amigos. Mas é preciso saber o que move você”, orienta Andréa.

Há dois anos, a economista Anna Sylvia Vidigal, de 45 anos, descobriu que era hora de buscar outras formas de realização que não no ambiente corporativo. O processo começou antes de ela chegar à casa dos 40 anos e culminou com a abertura do espaço Deha, dedicado à saúde e ao bem-estar, em 2011. “Comecei a fazer massagens e fui para o ioga, que, mais do que a questão física, traz energia e acalma a mente”, conta. 

Logo, foi convidada para ser sócia do Deha. Decidida a mudar os rumos da sua vida, abandonou a carreira de executiva e hoje dá aulas de ioga. “Dedicava-me muito a uma coisa só (carreira e vida financeira). Quando percebi, muitas outras ficaram para trás”, lembra. Hoje, ela se orgulha de conseguir até organizar um chá de panela. “Comecei a ajudar o outro, coisa que nunca pude. Vejo-me fazendo melhores escolhas de alimentos e as reações do meu corpo sumiram”, comemora.


ÁREAS INTERLIGADAS
 
Preteridas entre todas as saúdes, a social, a intelectual e a espiritual desempenham papel importante na formação do caráter, determinação de valores e crenças, além de alcance do autoconhecimento e equilíbrio emocional. Mais do que coadjuvantes dentro de uma sociedade protagonizada pelo status, sucesso e conquistas materiais, essas questões devem ganhar a devida atenção se o objetivo é atingir o equilíbrio nas várias esferas da vida. 

“Os elementos não andam separados. É algo sistêmico, como o funcionamento do corpo humano. Há uma interdependência e uma coisa impacta a outra”, alerta a psicóloga Andréa Aguiar. Assim como no organismo, não dá para dizer que o coração é mais importante que o rim ou o pâncreas. Se um para de funcionar, compromete todo o conjunto. A empresária Aricélia Souza, de 55 anos, sabe disso. “Tudo é uma soma. Por isso me preocupo com a alimentação e com a parte física, mas também com a espiritualidade e em ajudar o próximo”, conta.
Mais do que criar um círculo de amizade saudável, a vida social envolve a solidariedade, o cuidado com os menos favorecidos e a preocupação com uma sociedade mais igualitária. “Poder ajudar abre o coração e a mente. A gente vê a vida de uma forma diferente. Sinto-me feliz quando ajudo”, conta Aricélia. Religiosa, a dona do Las Festas frequenta a igreja e participa de estudos bíblicos. “É algo que me traz mais segurança”.

Independentemente da religião ou da crença, desenvolver a espiritualidade também envolve valores, crenças, princípios e moral. “Tudo isso vai se traduzir em ações, no comportamento das pessoas. Se alguém acredita que todos são maus, essa crença a limita”, explica Andréa. Algumas verdades podem impedir o crescimento e comprometer essa espiritualidade. 

Processo que caminha junto com a saúde intelectual, que se resume a uma sede de aprendizado, de descobertas e, principalmente, de mudança de paradigmas e conceitos. Ter essa maleabilidade pode, inclusive, levar a um estágio de resiliência. “É a capacidade da pessoa de se adaptar a mudanças e, depois de uma situação traumática, por exemplo, voltar ao estado anterior”, explica Andréa. Tudo isso depende de aprendizado constante e flexibilidade para colocar em prática novos conhecimentos.
 

PASSO A PASSO

A consciência de que as sete saúdes existem e devem caminhar juntas é o primeiro passo para iniciar o processo de mudança. “É preciso saber que não há como separar uma da outra. Essa reflexão pessoal é importante”, observa o escritor e palestrante Tom Coelho. Saber em qual delas recaem as principais falhas e traçar um plano de ação para reverter o cenário instaurado faz parte da próxima etapa. “É hora de fazer um balanço e colocar tudo no papel. No quesito saúde, deve-se questionar se o sono está adequado, a periodicidade das atividades físicas e a qualidade da alimentação”, enumera Coelho.
No campo afetivo, é preciso ponderar a relação com os pais, filhos, amigos e colegas de trabalho. Será que o tempo dedicado a eles tem sido bem aproveitado? Qual a participação na vida de cada um? Os pontos-chave devem ser avaliados, considerando saúde por saúde. Só assim é possível delinear o verdadeiro cenário vivido e os pontos que podem e devem ser melhorados. 

“Feito isso, a etapa seguinte envolve um plano de ação”, avalia Coelho. Mas, até para começar a agir é preciso ponderar as urgências e prioridades. “Se a pessoa tem um problema de saúde, por exemplo, ele vai prevalecer sobre qualquer outro. A orientação é saber que a saúde vem em primeiro lugar e que as relações afetivas sobressaem sobre a vida profissional”, aconselha Coelho. Destreza e autoconhecimento são fundamentais para decidir, inclusive, aquilo que pode ser descartado. “Muitas coisas poderiam estar calcadas em crenças antigas, que podem ter sofrido mudanças”, afirma o escritor. Finalmente, é hora de colocar em prática as metas traçadas, estabelecendo prazos para que sejam concluídas.
 

Veículo: Jornal Estado de Minas


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