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Entrevistas

Problemas pessoais no trabalho

31/10/2010 - Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho


PROBLEMAS PESSOAIS NO TRABALHO

O Estado de S. Paulo – Alguns problemas pessoais graves podem afetar o desempenho do profissional e até exigir que ele se dedique menos ao trabalho, como uma doença dele ou de alguém da família, morte de um parente, separação, até questões menos graves, como uma mudança de casa, por exemplo. Que cuidados o funcionário deve tomar quando perceber que um problema pessoal está atrapalhando a vida profissional?

Tom Coelho – O primeiro passo é a conscientização, ou seja, assumir que estes infortúnios pessoais estão comprometendo o desempenho profissional. A partir de então, recomenda-se em um primeiro momento agir de forma mais reservada no ambiente de trabalho, buscando preservar-se de contatos sociais mais intensos, enquanto procura-se resolver o problema em questão. Sendo o evento persistente ou de solução demorada, é importante compartilhar a questão com um ou outro colega mais próximo, porém não com toda a empresa. Evite a todo custo que seu problema torne-se a notícia principal nos corredores da empresa.
 
Atenção também com problemas que afetem o equilíbrio emocional, minando a tranquilidade. Estes são os de maior impacto na atividade laborativa, pois interferem na capacidade de concentração. No chão de fábrica, por exemplo, podem representar maiores riscos de acidentes de trabalho.

O Estado de S. Paulo – E se essa pessoa precisar se afastar por alguns dias ou readequar os seus horários de trabalho durante um período, deve conversar com o superior e tentar negocial alguma mudança ou afastamento?

Tom Coelho – O superior hierárquico deve ser informado. Primeiro, porque é a coisa certa a se fazer. Segundo, porque se você não o fizer, ele ficará sabendo posteriormente de seus problemas por outras pessoas. Assim, busque uma solução compartilhada com ele. Todavia, dependendo do nível de seu relacionamento com o gestor, talvez seja necessário filtrar as informações, relatando o problema com dimensão menor do que a real... E se o afastamento for inevitável, lembre-se de preparar alguém para realizar seu trabalho durante sua ausência.
 
O Estado de S. Paulo – Como as empresas deveriam lidar com isso? Que tipo de suporte e até onde a empresa deve ceder?

Tom Coelho – A empresa percebe que um funcionário está com problemas pessoais quando ele se mostra mais instável, irritadiço, desatento, disperso. Os sintomas de estresse mostram-se evidentes, o que em grau mais acentuado pode levar ao burnout. Em paralelo, surge o presenteísmo, a síndrome de estar presente no ambiente de trabalho, porém absolutamente desconectado das atividades profissionais, afetando drasticamente a produtividade. Mais adiante, vem o absenteísmo, a ausência física da empresa motivada seja por desestímulo, seja por doenças clinicamente identificadas.
 
Dentro deste contexto, a empresa pode, sim, ajudar. Se o problema for de ordem financeira, concedendo um adiantamento salarial ou um crédito consignado. Já se for uma questão de saúde, oferecendo cuidados imediatos e aconselhando o profissional a buscar o devido tratamento. Se o caso for de dependência química, sugerindo uma terapia. O RH ou Departamento de Saúde Ocupacional da empresa deve agir como um autêntico aliado.
 
O Estado de S. Paulo – Demonstrar emoções no ambiente de trabalho como tristeza ou raiva pode prejudicar o profissional?

Tom Coelho – Pode. O ambiente corporativo é, acima de tudo, altamente competitivo e até hostil. A escalada para o sucesso é um funil, de modo que algumas pessoas ficam à espreita de uma oportunidade para minar a imagem ou colocar obstáculos no caminho de colegas que possam despontar como concorrentes a uma promoção, por exemplo. Ao revelar no trabalho emoções intensas, você pode ser interpretado como alguém inconsequente, impulsivo e desprovido de autocontrole. Costumo dizer que jamais deve-se chorar em público. Alguns serão solícitos e lhe oferecerão carinho e apoio. Mas outros não se esquecerão deste seu momento de fragilidade. E usarão isso contra você no futuro.
 
O Estado de S. Paulo – Existe algum levantamento que mostre quais os principais problemas que atormentam os profissionais no ambiente de trabalho?

Tom Coelho – Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, em maio de 2007, conduzida pela psicóloga Betânia Tanure e respondida por mais de 1.000 executivos de 350 empresas, apontou a busca do equilíbrio entre vida profissional e familiar como a maior fonte de angústia dos profissionais, indicando ainda que:
. 84% dos executivos estão infelizes no trabalho;
. 40% das executivas não têm filhos;
. 54% estão insatisfeitos com o tempo dedicado à vida pessoal;
. 35% apontam problemas com o chefe como a crise mais marcante da vida;
. 76% dos executivos acessam o e-mail profissional fora do horário de trabalho.


Veículo: Jornal O Estado de S. Paulo


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