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Entrevistas

Como pedir aumento

19/07/2010 - Finanças, Economia e Política


COMO PEDIR AUMENTO
Jornalista: André Bernardo


Super – Como abordar o chefe para falar sobre aumento de salário? É importante agendar uma reunião? O dia do pagamento é um bom dia? E o pior dia, qual seria?

Tom Coelho – O melhor local é a própria empresa, em uma reunião a portas fechadas para minimizar o risco de interrupções. O momento certo é logo após a realização de um projeto bem sucedido e num dia em que o gestor esteja de bom humor. A abordagem recomendada envolve clareza e objetividade na exposição, porém sem denotar agressividade. Inicie enaltecendo com autenticidade a companhia, o cargo exercido, a liderança e a equipe. Explicite o trabalho realizado, os pontos positivos e as perspectivas futuras.

Não recomendo o dia do pagamento, pois é uma ocasião na qual a massa salarial paga pela empresa fica mais evidente e o desejo de qualquer gestor é reduzir custos e não elevá-los. O pior momento é após uma queda de vendas, uma crise qualquer, pontual ou global no mercado.

Super – Qual é o melhor argumento a ser usado? Os resultados alcançados recentemente? A saúde financeira da empresa? E o que não deve ser feito de maneira alguma? Fazer comparações com outros colegas ou colocar-se no papel de vitima, por exemplo?

Tom Coelho – Aumentos devem ser obtidos por mérito antes mesmo de serem desejados. Por isso, pondere sobre sua performance. Acompanhe seus relatórios de avaliação de desempenho e competências e o feedback de seu supervisor e colegas de trabalho. Feito isso, faça um levantamento de suas atividades buscando mensurar os resultados alcançados. Elabore uma relação dos benefícios que você traz para a corporação e como pode potencializá-los. Prepare uma proposta de solicitação de elevação salarial atrelada às metas da empresa, com um planejamento detalhado para um horizonte de 12 meses, por exemplo, com gatilhos de incremento em seus proventos a cada fase concluída do projeto.

Importante: esqueça os apelos emocionais. A corporação não está preocupada com o fato de sua família aguardar a chegada de trigêmeos, o filho mais velho ter ingressado numa universidade privada ou seu avô exigir um caríssimo tratamento médico. Separe a pessoa do problema. Justificativas de cunho emocional podem até funcionar uma primeira vez, mas o risco maior é causar constrangimento e denunciar que você é um mau administrador de suas finanças pessoais - e, por conseguinte, um péssimo exemplo de gerenciamento para a própria companhia. O foco deve estar em seu desempenho e o nome do jogo é meritocracia.

Super – Ao pedir o aumento, já deve se ter em mente o quanto se quer ganhar? É importante avaliar antes a média salarial do mercado?

Tom Coelho – São duas as regras básicas. Primeiro, pesquise o mercado. Analise a média salarial do seu cargo no mercado comparando-a com a média paga por sua empresa. Lembre-se de considerar o porte da companhia. Não se pode esperar de uma pequena corporação a mesma capacidade de remuneração de uma multinacional. Segundo, conheça a política salarial de sua empresa. Uma companhia com plano de cargos e salários bem estruturado apresenta regras para promoção, premiação e remuneração. Assim, pode haver critérios que considerem não apenas questões qualitativas, vinculadas a resultados, mas também ciclos cronológicos relacionados às faixas salariais. As normas podem até mesmo limitar a autonomia do gestor na concessão de aumentos, impedindo-o de atender sua demanda.

Quanto ao montante do aumento, não há uma regra definida, pois isso depende da política da empresa. Os dissídios coletivos anuais são da ordem de 5%. Já os aumentos vinculados ao tempo de serviço ou mudança de função dentro do plano de cargos e salários giram em torno de 10%. Maiores índices podem ser obtidos quando acoplados aos resultados da companhia.

Super – O que fazer em caso de "não"? Como reagir? Quando tocar novamente no assunto? Há um prazo razoável?

Tom Coelho – Ao pedir aumento, você deve estar preparado para negociar. Evidentemente, sua proposta pode ser total ou parcialmente recusada. Neste caso, negocie benefícios, objetivando ganhar mais no longo prazo com base em seu desenvolvimento pessoal. Assim, um curso de idiomas ou um MBA podem representar uma transferência de despesa pessoal que você teria e que será assumido pela empresa.

Diante de uma negativa plena, mantenha uma postura altiva e procure saber os motivos da recusa, para que possa mitigá-los por ocasião de uma nova tentativa, que poderá ser feita dentro de seis meses aproximadamente, ou antes, se ocorrer algum fato novo positivo - tanto para a companhia quanto com relação ao seu desempenho.

Todavia, lembre-se: se a empresa sucessivamente negar um reconhecimento efetivo pelo trabalho, é hora de considerar a possibilidade de mudar de emprego. Afinal, tapinha nas costas não paga contas.

Super – O que conta pontos na hora de pedir aumento? E o que queima o filme do empregado? O blefe é uma boa jogada ou pode ser um lance arriscado demais?

Tom Coelho – O que conta pontos é demonstrar merecimento pelo aumento. Blefar é para jogo, não para o mundo corporativo. Por melhor que seja o blefe, quando descoberto, demonstrará um postura antiética e repreensível, que poderá ser punida com a demissão.
 

Veículo: Revista Superinteressante


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