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Entrevistas

Qualidade de ensino e evasão escolar

24/04/2010 - Educação


QUALIDADE DE ENSINO E EVASÃO ESCOLAR
Jornalista: Conrado Mazzoni


Brasil Econômico – Os chamados cursos de nivelamento são uma ferramenta eficaz para melhorar a qualidade de um curso de graduação?
 
Tom Coelho – Vamos encarar da seguinte forma: como não conseguimos melhorar a qualidade dos cursos de graduação, procuramos reparar os erros por meio destes cursos de nivelamento. Sob esta ótica, são úteis. Todavia, sua eficácia dependerá novamente da qualidade do ensino proporcionado.
 
Brasil Econômico – Em sua opinião, o principal objetivo das faculdades é melhorar a qualidade do ensino ou garantir a permanência dos alunos matriculados na instituição?
 
Tom Coelho – Toda generalização incorre em equívocos. Portanto, devemos inicialmente deixar claro que há exceções. Todavia, a grande maioria das instituições não está eminentemente comprometida com a qualidade da educação. Sem hipocrisia, sabemos que a educação é um ótimo negócio. São 12 a 13 mensalidades anuais; verbas públicas para expansão, ampliação e aprimoramento das instalações; professores mal remunerados; demanda reprimida formada por alunos despreparados ávidos por um título que lhes confira maior inserção no mercado de trabalho. E uma gestão pública que prioriza quantidade em lugar da qualidade. O que vale é dizer aos quatro cantos do mundo que o índice de analfabetismo, ainda que funcional, foi reduzido e propalar que temos gradualmente mais pessoas com nível superior. Pouco importa se um economista graduado pela bem conceituada Universidade de São Paulo recebe seu diploma sem compreender o que são juros compostos, como pude testemunhar.
 
A falência do processo educacional vem da base, do ensino fundamental e da má formação e remuneração do corpo docente. O modelo é reproduzido ao longo dos anos, temperado por estruturas curriculares retrógradas que não ensinam para a vida. A metodologia continua sendo a da “decoreba” em detrimento do raciocínio lógico. A escola está chata e não dá prazer algum frequentá-la – exceção feita aos relacionamentos interpessoais.
 
O aluno estuda física no ensino fundamental e médio e não sabe trocar a resistência de um chuveiro; estuda inglês por longos sete anos e não sabe nada além da conjugação do verbo “to be”. É mais do que uma afronta, é um desperdício de tempo, dinheiro e talento.
 
Brasil Econômico – Qual o caminho de inovação necessário para combater a evasão do ensino superior?
 
Tom Coelho – A evasão decorre de vários fatores. Há desde o aspecto econômico, apesar do relativo baixo custo de muitos cursos, até a desqualificação do corpo docente, passando pela rigidez e inadequação da estrutura curricular.
 
Quando o aluno percebe que todo o tempo e dinheiro investidos não estão lhe trazendo benefícios, ele simplesmente refuga. Muitos concluem seus cursos seguramente apenas para auferir o título de graduação. Em outras palavras, a graduação é um processo econômico e não educacional, pois diplomas são pedaços de papel adquiridos em suaves prestações mensais. O verdadeiro aprendizado decorre da experiência em campo, para aqueles que têm a oportunidade de conseguir uma posição no mercado de trabalho, ou de uma legião de empreendedores por necessidade que engrossarão as estatísticas de mortalidade precoce de pequenas empresas e pagarão – caro – para aprender com seus erros.
 
O caminho é a vontade política, porque esta tem que ser uma iniciativa pública, de reformar a educação e construir um projeto para 20 a 30 anos. Porém, como não temos mais estadistas, capazes de pensar nas próximas gerações, mas apenas políticos com olhos voltados à próxima eleição, as perspectivas são desanimadoras.

(Esta foi a entrevista concedida na íntegra. Para ler a matéria publicada, clique AQUI.)

Veículo: Jornal Brasil Econômico


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